sábado, 10 de outubro de 2015

Lista de maldições no cinema - filmes sofreram com fatos sinistros antes, durante e depois de sua produção

Muitos filmes sofreram com fatos sinistros antes, durante e depois de sua produção. E como há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe nossa vã imaginação cinéfila, relembre algumas dessas lendas urbanas que assombram Hollywood!
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‘O Bebê De Rosemary’: O longa, dirigido por Roman Polanski, é rodeado de acontecimentos misteriosos. A começar pelo produtor William Castle, que foi ameaçado de morte por conta do filme. Em 1969, ele foi internado com falência renal e, segundo testemunhas, delirava sobre uma mulher chamada Rosemary tentando o matar com uma faca. No mesmo hopsital, estava internado o compositor Krysztof Komeda, que assinou a trilha sonora do filme. Komeda acabou falecendo em decorrência de um coágulo no cérebro. Já em 9 de agosto de 1969, a esposa grávida de Polanski, Sharon Tate, foi assassinada por Charles Manson e sua seita maluca. O crime ficou conhecido por ‘Helter Skelter’, nome de uma das canções mais famosas dos Beatles. Coincidentemente, ou não, John Lennon foi assassinado, 11 anos depois, em frente ao edifício Dakota, mesmo local onde se passa a trama do longa. Vale lembrar também que o ocultista Aleister Crowley, fundador da seita O.T.O, também morou no lugar. Credo!
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‘Poltergeist‘ - A franquia de terror é alvo de uma das teorias mais famosas depois que quatro dos atores do filme morreram em situações misteriosas e algumas até banais: o ator Will Sampson, que viveu o índio Taylor na trama, morreu após uma cirurgia cardíaca, bem quando o segundo filme da série foi lançado. Já Julian Beck, o reverendo Henry Kene, morreu em uma data próxima à do colega, em decorrência de um câncer no estômago. Já a intérprete de Dana Freeling, a atriz Dominique Dunne, foi espancada e estrangulada pelo namorado após pedir o término do relacionamento. A morte mais chocante, porém, foi da atriz-mirim Heather O'rourke, a menininha loirinha da trama, como vocês devem lembrar. Ela tinha apenas 12 anos quando foi diagnosticada com um tipo de infecção intestinal e morreu, quase um ano depois.
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‘Superman’: Uma teoria da conspiração ronda os filmes do ‘Homem de Aço’, isso porque George Reeves, que interpretou o herói na série “As Aventuras de Superman”, na década de 50, foi encontrado morto com um tiro. A polícia encerrou o caso constatando suicídio, mas muitos boatos desmentem a versão, já que não foram encontradas impressões digitais dele na arma. Já Christopher Reeve, que viveu o herói em uma série de quatro filmes, sofreu um acidente de cavalo e ficou paraplégico. Eu hein, se cuida, Henry Cavill. =/
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‘O Exorcista’: A presença deste filme na lista é auto-explicativa. Mortes: O primeiro a morrer foi o ator Jack Macgowran, por conta de uma pneumônia. Depois foi a vez do irmão do veterano Max Von Sydow e de um vigia noturno que foi baleado enquanto tomava conta do set de filmagens. A atriz Vasiliki Maliaros nem teve o gostinho de assistir o filme nos cinemas e também subiu para o andar de cima. Um homem da produção, responsável por refrigerar o famoso “quarto”, também bateu com as botas sem muitas explicações. Acidentes: Quem escapou da ‘Dona Morte’ teve que sofrer com os inúmeros acidentes ocorridos no decorrer das gravações. Teve carpinteiro cortando o dedão do pé, outro o polegar, e teve Ellen Burstyn, que se machucou em uma das cenas. Tem alguma dúvida de que coisa boa não deve ser?
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Atuk’ - Quando falamos em filmes de comédia, a primeira coisa que vem à cabeça é alegria, certo? Errado. Pelo menos não no caso do canadense Mordecai Richler. Todos os atores convidados a protagonizarem seu longa simplesmente morreram. O primeiro foi John Belushi, morto por overdose em 1982. Depois foi a vez de Sam Kinison, que chegou a gravar uma cena, mas após uma pausa para acertar detalhes do roteiro, o ator sofreu acidente de carro e também faleceu. John Candy resolveu peitar a mulher da foice e em 1994 aceitou o papel, chegando até a ler o roteiro. O que aconteceu? Você já pode imaginar. O último a morrer (quanta gente persistente) foi Chris Farley, de overdose assim como Belushi. Corram para as colinas.
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‘O Mágico De Oz’ - A história de Dorothy e seus amigos nada convencionais - um homem feito de lata, um espantalho falante e um leão - é cercada por teorias da conspiração. O fato de L. Frank Baum, autor da história, seguir idéias da Teosofia, fez com que o filme fosse até motivo para que acusassem Oz de ser Illuminati. Além disso, algumas pessoas juram ter visto um homem enforcado em uma das cenas.
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‘A Profecia’ - Se não existe uma maldição que regeu a produção desse filme, então deve ser alguma coincidência de muito mal gosto. O ator Gregory Peck aceitou o convite para viver o pai do menininho amaldiçoado da trama e, tempos depois, seu filho na vida real se matou com um tiro na cabeça. Em seguida, Peck embarcou em um avião rumo ao local das filmagens e passou por uma terrível tempestade. O mais bizarro é que o voo do produtor Mace Neufeld também sofreu com o mau tempo e chegou a ser atingido por um raio. O problema com as aeronaves não parou por ai: outro avião, alugado para levar a equipe técnica do longa, foi emprestado a outro grupo e caiu, minutos depois da decolagem, matando todos a bordo. Acha que acabou? O diretor Richard Donner se hospedou em um hotel que foi alvo de um atentado terrorista. Já um dublê sofreu ferimentos após ser atacado por um cão da raça Rottweiler. Enquanto isso, outro membro da equipe foi atacado por um tigre. Mas o caso mais assustador foi o do designer de efeitos especiais John Richardson, que sofreu acidente de carro que matou sua carona. A moça morreu decaptada (estranhamente ele produziu uma cena de decaptação para o filme). Boatos também contam que, ao sair do veículo, Richardson avistou uma placa escrito “cidade de Ommen a 66,6 Km”. ‘Omen’ é o título original em inglês do filme e, quanto ao número, nem é preciso comentar.
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‘O Corvo’ - Brandon Lee, ator e filho do astro Bruce Lee, morreu durante um acidente macabro no set do filme, em 1994. Ele foi baleado quando a arma usada nas gravações, que deveria estar carregada com festim, continha uma bala verdadeira. Teorias da conspiração apontam que a morte do astro está relacionado com os Triads, mesmo grupo que teria assassinado seu pai.
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‘Três Solteirões E Um Bebê’ - Esta foi outra comédia que não escapou de acontecimentos macabros. Segundo algumas pessoas, é possível ver o fantasma de um menino atrás das cortinas de uma das cenas do filme. Lendas urbanas contam que a casa foi abrigo de uma criança que se matou com um tiro na cabeça. A história foi desmetida. O que acontece é que o garotinho/fantasma é nada menos que um boneco de papelão, usado para fins publicitários e que foi esquecido na hora das filmagens. Mesmo assim tem quem se apegue a história sobrenatural. E você? Acredita em qual?
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‘A Paixão De Cristo’ -  Pensou que só porque era um filme cristão iria escapar? Nada disso. No set do longa dirigido por Mel Gibson, o ator Jim Caviezel e o diretor assistente Jan Michelini foram atingidos por um raio. Detalhe: Michelini foi atingido duas vezes pelo mesmo raio (pois é), enquanto Caviezel foi atingido por um - enquanto gravava a cena do sermão. Sinal divino?
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‘Rebelde Sem Causa’ - O sucesso que consagrou o astro James Dean foi acometido pela perda de quatro de seus astros de forma precoce. Um deles foi o próprio Dean, que morreu após acidente fatal de carro, aos 24 anos. Os outros foram Sal Mineo, esfaqueado em um assalto, Natalie Wood, que morreu afogada em circustâncias misteriosas, e Nick Adams, após sofrer uma overdose. E aí, deu pra ficar com medo?

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Watchmen pode virar série da HBO dirigida por Zack Snyder

Zack Snyder dirigiu a adaptação de 2009 de Watchmen - O Filme, que foi recebida positivamente pela crítica, e agora pode comandar uma série de televisão sobre a HQ de Alan Moore produzida HBO.
De acordo com o Collider (Via Heroic Hollywood), Snyder já andou se encontrando com alguns produtores do canal. As chances disso ser verdade são altas, já que Game of Thrones está chegando ao fim e a HBO precisa encontrar um novo seriado principal para sua grade. Além do mais, com as adaptações de quadrinhos em alta, com as séries Demolidor e Gotham, não seria estranho ver a trama nas telinhas.
Situado em 1985, nos EUA, os quadrinhos traziam um grupo de super-heróis já aposentados e outros em atividade que acreditam estarem na mira de um ardiloso assassino. Watchmen foi um marco na evolução dos quadrinhos devido a sua linguagem moderna, antes reservada apenas aos quadrinhos alternativos, e por abordar o lado mais humano e falho de seus personagens, fugindo do arquetipo comum das HQ’s tradicionais.

Maquiagens impressionantes do cinema

O papel dos maquiadores no cinema está entre os mais complexos. Muitas vezes está na mão deles fazer com que os atores convençam em seus papéis. Relembre alguns dos trabalhos de caracterização mais impressionantes do cinema em nossa galeria. Qual é o seu favorito? 


Em ‘Guardiões Da Galáxia’, a atriz Zoe Saldana mudou de visual para interpretar a sedutora Gamora graças ao trabalho de maquiagem e pós-produção.


Jennifer Lawrence sofreu e teve que usar uma roupa especial que cobria até a cabeça em ‘X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido’ e ‘X-Men: Primeira Classe’. A pós-produção só ajudou na caracterização.

O Coringa de Batman - O Cavaleiro Das Trevas já é uma das caracterizações mais lembradas do cinema. A maquiagem aparentemente simples foi essencial para a construção do personagem feita por Heath Ledger.

Em ‘Guardiões Da Galáxia’, o ator e lutador Dave Bautista mudou de visual para interpretar o honrado guerreiro Drax. Ele ficava mais de cinco horas por dia na sala de maquiagem.

Brad Pitt ficou irreconhecível para viver o protagonista de ‘O Curioso Caso De Benjamin Button’ com aparência velha.


Johnny Depp ganhou máscara, lentes de contato, peruca e muita maquiagem para viver o Chapeleiro Maluco de ‘Alice No País Das Maravilhas’ (2010).

A jovem Linda Blair ganhou uma das caracterizações mais marcantes do cinema para viver a menina possuída de ‘O Exorcista’.

Uma das transformações mais lembradas do cinema, o visual do saudoso Robin Williams em ‘Uma Babá Quase Perfeita’ transformou o ator em uma autêntica senhorinha de meia idade.

Para viver o Freddy Krueger de ‘A Hora Do Pesadelo’ (1984), Robert Englund teve que usar uma máscara de látex que o deixou com uma das aparências mais aterrorizantes dos filmes de terror.

John Travolta ficou realmente irreconhecível para viver seu personagem em ‘Hairspray - Em Busca Da Fama’.

Na adaptação ‘O Grinch’, Jim Carrey passou por um processo que combinou maquiagem e pós-produção para criar o destruidor do Natal.

Em ‘O Amor É Cego’, Gwyneth Paltrow usou próteses faciais e uma roupa especial para parecer dezenas de quilos mais gorda.

Ray Park usou próteses e pintura facial para viver o vilão Darth Maul de ‘Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma’.

Ron Perlman ganhou implantes faciais e maquiagem pesada para se transformar no protagonista de ‘Hellboy’.

Ralph Fiennes ganhou a aparência de réptil para viver o Voldemort da franquia ‘Harry Potter’ graças a uma combinação entre maquiagem e pós-produção.

Nicole Kidman passou por uma transformação pesada para interpretar  escritora Virginia Woolf em ‘As Horas’, papel que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz.


Para viver o papel que lhe rendeu o Oscar em ‘Monster - Desejo Assassino’, a atriz Charlize Theron usou implante no nariz e recebeu maquiagem para criar manchas e marcas de expressão no rosto.

Em ‘Batman - O Retorno’ a caracterização de Danny DeVito para viver o vilão Pinguim é lembrada pelos fãs até hoje - nem sempre pelo motivo correto.


Marlon Brando não manteve nada do jeito galã em seu papel no clássico ‘O Poderoso Chefão’. A caracterização pioneira que usava próteses de látex é uma das mais lembradas da história do cinema.


John Matuszak recebeu uma máscara aterrorizante para viver o Sloth de ‘Os Goonies’, seu trabalho mais importante no cinema.

Você aprova o lançamento de Goonies 2?

O ator Sean Astin, que interpretou Mickey Walsh em Os Goonies, afirmou durante uma entrevista para o Tulsa World que tem certeza sobre a produção da tão sonhada sequência do longa de 1985.
“Já falei isso antes e vou falar sempre: não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando' Goonies 2 será feito. A forma exata disso? Não sei. Se eu estarei no filme? Não faço ideia. Eles vão querer o elenco original? Também não sei. Mas isso não importa. O filme é maior que tudo isso. Goonies faz parte da cultura americana e o estúdio tem muito a ganhar promovendo isso”, comentou o ator.
Além disso, ele falou que filmes específicos não precisam de uma continuação. Não é o caso dos Goonies, segundo Astin. “Esse tipo de filme é perfeito para uma sequência, afinal, ele está pronto para isso. Também imaginei que fariam uma série animada com esse material, então você poderia fazer qualquer tipo de de coisa sem problemas de orçamento”, complementou.
Mesmo com a empolgação de Sean Astin, ainda não há nada confirmado sobre a produção de Goonies 2. De qualquer forma, os fãs continuam aguardando ansiosamente por novidades.
No longa original, um grupo de amigos encontra um mapa misterioso no sótão da casa de Mickey e vão atrás do antigo tesouro do pirata Willy Caolho. Quem dirigiu o filme foi Richard Donner.

Lindas e fatais, confira quem são as heroínas mais estonteantes do cinema


Foi só o diretor Zack Snyder liberar a primeira foto da atriz Gal Gadotcaracterizada como Mulher Maravilha para “Batman Vs Superman”, que estreia em 2016, que começou o burburinho. Ela ainda deve aparecer muitas vezes vestida assim, já que terá seu próprio filme e aparecerá em “A Liga da Justiça”.


A Marvel confirmou que Thor deixará de ser um personagem masculino e será uma personagem feminina em suas próximas aventuras nos quadrinhos. Ainda não se sabe se as novas histórias chegarão ao cinema, mas, se decidirem transformá-las em filme, é provável que a heroína se pareça com esta imagem.


Jaimie Alexander sabe o que é ser uma heroína no cinema. Ela interpreta a melhor amiga e companheira de batalha de Thor nos dois filmes do herói.


Viúva Negra, também conhecida como Natasha Romanoff, foi uma personagem criada por Stan Lee e Jack Kirby e interpretada pela sexyScarlett Johansson em filmes da Marvel, como “Os Vingadores” (2012) e “Capitão América: O Soldado Invernal” (2014).


Jessica Alba também conseguiu conquistar os fãs com sua interpretação de Mulher Invisível nos dois filmes do “Quarteto Fantástico” (2005 e 2007).


Mulher-Gato” (2004) não foi o filme de mais sucesso inspirado nos quadrinhos, mas não se pode negar que Halle Berry ficou muito bem no disfarce da gata mais famosa do cinema.


A mesma coisa aconteceu com Jennifer Garner no papel principal de “Elektra”, em 2005. O filme conseguiu mostrar seu lado mais sexy, mas não foi bem nas bilheterias.

Helen Slater é, até o momento, a única atriz que interpretou a versão feminina do Super-Homem no cinema, embora o filme “SuperGirl” (1984) tenha sido um grande fracasso.


Fora dos quadrinhos, no universo dos videogames, também há exemplos de heroínas, como Angelina Jolie, que ganhou fama ao interpretar Lara Croft em “Lara Croft: Tomb Raider” (2001) e “Lara Croft - Tomb Raider: A Origem da Vida” (2003).

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Blade Runner 2 vem aí, o que podemos esperar?

O que acontece quando um estúdio decide dar sequência a um original perfeito? Parece que a sequência de Blade Runner - O Caçador De Andróides está prestes a ganhar título. Isso porque a Warner Bros registrou dois domínios de site que possuem ligação com a trama.
De acordo com a BBC, nos últimos dias o estúdio registrou os seguintes endereços: bladerunnerandroidsdreammovie.com e androidsdreammovie.com. Os domínios estão relacionados ao livro Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?(Do Androids Dream of Eletric Sheep), de Philip K. Dick, que deu origem ao filme. Por enquanto, nenhum dos títulos foi confirmado oficialmente.
Apesar de ser encarada como uma continuação, a nova trama terá história própria, segundo o diretor de fotografia, Roger Deakins: “Estamos tratando o novo filme como algo totalmente diferente, que vai se sustentar por si próprio. Claro que teremos elementos que vão conectar esse filme com o primeiro, mas a verdade é que ele vai se sustentar como um longa só”.
Blade Runner 2 deve se passar décadas depois do filme original e ter Ryan Gosling como protagonista. O que esperar disso?


Filmes da Disney que jamais assistiremos

Cinéfilos, caríssimos:
Sou fã de animações. Único produto cuja dublagem supera o som original. Quantas vezes não tive o sono embalada por A Bela e a Fera, Up - Aventura nas Alturas ou Wall-E. Sempre fico ansioso pelo lançamento de novos filmes.
O enorme sucesso da Disney, ‘Frozen - Uma aventura Congelante’ é um dos maiores filmes de animação de todos os tempos, além de ser um tributo ao valor da perseverança. O próprio Walt Disney foi quem teve a ideia inicial de levar o clássico conto de Hans Christian Andersen, ‘A Rainha da Neve’, paras as telas dos cinemas. Seu estúdio tentou, em reiteradas oportunidades, fazer uma versão animada do filme, muitas décadas antes que ‘Frozen’ finalmente conseguisse estrear, em 2013.
Mas ‘Frozen’ é apenas o exemplo mais comum. Parece que para cada filme de animação produzido pelos Estúdios da Disney durante seus 80 anos de história, dois ou três se perderam ao longo do caminho. Abaixo você encontrará oito projetos de filmes da Disney que ficaram irremediavelmente engavetados. Poderia haver outro campeão de bilheteria como ‘Frozen’, capaz de arrecadar bilhões de dólares, entre todos esses filmes? Leia mais para saber:
‘Chanticleer’ esboço do personagem, cortesia do Departamento de Arte (Disney)
Chantecler
(1938-1960) 
Após o sucesso de seu primeiro longa metragem, ‘Branca de Neve e os Sete Anões’, em 1937, a Disney descobriu ‘Chantecler’, uma peça de teatro escrita pelo aclamado Edmond Rostand, o autor da famosa obra ‘Cyrano de Bergerac’. A peça se baseava na clássica fábula europeia, cujo personagem principal é Chantecler, um galo que acredita que seu canto seja o responsável pelo nascimento diário do sol. Uma adaptação começou a ser desenvolvida, mas os animadores encontraram dificuldades para transformar o personagem principal em alguém carismático. Outro personagem francês, Reynard A Raposa, foi introduzido no enredo, para interpretar o papel de um vilão (e a grafia do título foi alterada para Chanticleer), mas a história não colou. Com a chegada da II Guerra Mundial, o projeto foi descartado, apesar de várias tentativas frustradas de reavivá-lo, no final da década de 1940. Ele foi reconsiderado novamente no início dos anos 60, quando os animadores Ken Anderson e Marc Davis encontraram os velhos esboços do projeto e tentaram redimensionar a história, vestindo-a com a roupagem típica de uma comédia musical da Broadway. Porém, a Disney estava focada na construção do que viria a se tornar o Walt Disney World, na Flórida; as decisões estavam voltadas para a produção de animações em grande escala, e em vez disso, o estúdio avançou com a produção de ‘A Espada Era a Lei’. (O animador Dom Bluth acabou fazendo uma versão bastante fraca da história, já fora da Disney em 1992 com o título Chantecler - O Rei do Rock.)


Dom Quixote’, esboço do personagem, cortesia do Departamento de Arte (Disney)
Dom Quixote
(1940-presente) 
Provavelmente seja mais do que lógico que o clássico conto de Cervantes sobre um delirante herói em sua busca desesperada de promover a justiça, tenha frustrado tantos cineastas ao longo dos anos. O diretor Terry Gilliam ficou famoso por tentar, durante 15 anos, captar sua essência e levar às telas a história de um homem idoso que acredita ser um cavaleiro, cuja missão é lutar contra gigantes (que nada mais são do que moinhos de vento). Mas isso não é nada, comparado com os 75 anos em que a Disney tem tentado converter esse clássico em um filme animado. Os trabalhos iniciais começaram em 1940, e embora estivessem inspirados na maravilhosa obra do pintor Velásquez, o filme não avançou devido à guerra e também à fraca arrecadação de bilheteria dos filmes ‘Pinóquio’ e ‘Fantasia’. Uma segunda versão, baseada na música de Richard Strauss, foi iniciada em 1946, mas não foi muito longe. A terceira tentativa teve lugar em 1951, mas ninguém podia encontrar uma forma de resumir a história sem prejudicar a força de sua narrativa, ou menos ainda, poder transformar o seu herói desvairado em um personagem que despertasse a simpatia do público. O projeto permaneceu esquecido por algumas décadas, mas no final de 1990, os animadores franceses Paul e Gaëtan Brizzi começaram a trabalhar em uma nova versão que quase foi produzida. Porém, ela acabou sendo considerada muito sombria e adulta para o estúdio. Mesmo assim, quem sabe nós ainda não tenhamos a oportunidade de poder ver Dom Quixote da Disney. O estúdio tem trabalhado em uma adaptação com Johnny Depp desde 2012.


‘Os Gremlins’ esboço do personagem, cortesia do Departamento de Arte (Disney)
Os Gremlins
(1942) 
Roald Dahl e Walt Disney foram dois dos artistas do século 20 mais amados pelo público infantil; os dois trabalharam juntos praticamente desde o início de suas carreiras. Dahl — o escritor por trás dos clássicos como ‘James e o Pêssego Gigante’ e ‘Charlie e a Fábrica de Chocolate’ — tinha sido um piloto de caça antes de se tornar um diplomata em Washington, durante os últimos anos da Segunda Guerra Mundial. Enquanto dedicava-se à sua carreira militar, ele escreveu uma história para crianças, titulada ‘Os Gremlins’. A história girava ao redor de criaturas míticas a quem os pilotos da RAF( sigla para Royal Air Force, a Força Aérea do Reino Unido) responsabilizavam pelas falhas mecânicas. Ele pediu a aprovação do governo para divulgar a história, e mais adiante ficou surpreso ao descobrir que o produtor de cinema Sidney Bernstein — que naquela época trabalhava para o Ministério da Informação — tinha enviado a história para Walt Disney, que queria usá-la em um dos seus típicos filmes de propaganda. O trabalho sobre o filme evoluiu muito bem, incluindo o conceito artístico, mas acabou sendo prejudicado por divergências sobre os direitos autorais em relação aos personagens (Disney temia que o governo britânico fizesse alguma reclamação). Além disso, o tempo necessário para concluir o filme poderia estender-se mais do que o esperado. O livro, o primeiro a ser escrito por Dahl, foi publicado pela Disney em 1943. Mas o filme nunca prosperou, e foi somente devido à uma reimpressão feita há uma década, que o projeto foi redescoberto mais uma vez.


Musicana’ esboço do personagem, cortesia do Departamento de Arte (Disney)
‘Musicana’/’Fantasia’ 2006
(1980/2001 -2006) 
Walt Disney sempre planejou várias sequências de ‘Fantasia’, o seu musical clássico, tão característico, realizado em 1940. Mas excetuando a versão de ‘Fantasia’ realizada em 2000, todas as outras tentativas foram frustradas. A primeira delas foi ‘Musicana’ no final da década de 1970, liderada pelo veterano do estúdio, Mel Shaw. O foco do filme era a diversidade musical mundial. Ele incluiria uma sequência na qual uma banda de sapos tocaria jazz, acompanhados pela atuação de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, que cantavam uma canção africana titulada ‘O Deus da Chuva’; outra sequência incluiria Mickey Mouse protagonizando um papel similar ao do ‘O Aprendiz de Feiticeiro’ — baseado no conto de Hans Christian Andersen o ‘O Imperador e o Rouxinol’ (esse foi um dos primeiros projetos que contou com a participação do futuro chefe da Pixar, John Lasseter). Mas infelizmente, a Disney resolveu não levar o projeto adiante (embora seja possível ver um documentário de 10 minutos de duração, exibido no YOUTUBE). Uma ideia semelhante — porém mais globalizada de Fantasia — foi novamente apresentada para compor o filme, no início da década de 2000; ela recebeu o codinome de ‘Fantasia 2006’. Mas, novamente, a ausência da animação desenhada à mão acabou por prejudicar o projeto, embora vários dos segmentos, incluindo ‘Destino’ inspirado em Salvador Dali e ‘A Pequena Vendedora de Fósforos’ de Hans Christian Andersen, tenham sido exibidos em festivais e chegaram a ser lançados em vídeo cassete

‘Toots and the Upside-Down House’
(1996-1997)
Na década de 1990, o diretor Henry Selick parecia uma das novas figuras principais da Disney: O especialista em animação tinha sido responsável tanto pelo êxito do filme ‘O Estranho Mundo de Jack’, como pelo aclamado ‘James e o Pêssego Gigante’. Mas as coisas mudaram quando chegou o momento de realizar o seu terceiro projeto para a Disney. Selick foi designado para dirigir uma adaptação do livro infantil de Carol Hughes, ‘Toots and the Upside-Down House’ (em tradução livre ‘Toots e Casa Revirada’). Esse livro encantador fala da história de uma jovem que descobre um reino onde as fadas vivem de cabeça para baixo, em seu sótão. A jovem une-se a elas em sua batalha contra Jack Frost, O Homem das Neves. O filme estava planejado para ser uma mistura de animação, efeitos de computação gráfica, e de ação; ele seria o primeiro grande filme dirigido ao público infantil produzido pela Miramax, a subsidiária da Disney, presidida por Harvey Weinstein; ele contaria com o futuro diretor de ‘Onze Homens e um Segredo’, Steven Soderbergh, como coautor do roteiro. Em seu livro ‘Getting Away With It’, Soderbergh documenta suas dificuldades com a adaptação, em última análise, ele concluiu que o conceito do livro não encaixaria muito bem em um filme. Mas no final das contas, foram os problemas com o orçamento que acabaram liquidando o filme. (Aliás, Soderbergh não é o único diretor independente que teve alguma discrepância com a Disney: o diretor Rian Johnson, que em breve dirigirá ‘Star Wars - Episódio VIII’, escreveu um filme chamado ‘The Prince and The Pig’ para o estúdio em 2003.)


‘My Peoples’ esboço do personagem, cortesia do Departamento de Arte (Disney)
‘My Peoples’
(1999-2003)
Os anos 2000 estiveram entre os tempos mais sombrios da história da animação da Disney. Enquanto a Pixar produzia um hit após outro, tudo o que a Disney conseguiu foi lançar uma série de filmes, que na melhor das hipóteses, tinham sido totalmente subvalorizados: (‘Lilo & Stitch’, ‘A Nova Onda do Imperador’) e para piorar as coisas, eles não deixaram nenhuma marca indelével em nossa mente (‘A Família do Futuro’, ‘Irmão Urso’). Essa década teria sido bastante diferente se o filme ’My Peoples’ tivesse chegado às telas. Fruto da imaginação do diretor de ‘Mulan’, Barry Cook, o filme foi uma adaptação livre da obra de Oscar Wilde, ‘O Fantasma de Canterville’. Ele foi originalmente intitulado ‘The Ghost and the Gift’. (Durante a curta duração do projeto, vários títulos foram cogitados, entre eles destacamos: ‘Once in a Blue Moon’, ‘Elgin’s Peoples’, e ’A Few Good Ghosts’). O projeto seguia o estilo da típica história de amor, inspirada nos personagens de Romeu e Julieta, vivida por dois jovens, cujas famílias rivais habitam os Apalaches. As bonecas dos personagens estão possuídas pelo espírito de fantasmas, e serão responsáveis por tentar promover a união entre as duas famílias. O filme planejava usar uma mistura de animação tradicional, combinada com efeitos de animação computadorizada; o elenco já havia sido até mesmo selecionado, ele incluía nomes tais como, Dolly Parton, Ashley Judd, e Lily Tomlin. Mas apesar da promessa de aderir-se a um orçamento baixo (apenas 45 milhões de dólares), pouco tempo depois, as fichas foram apostadas em outra produção aparentemente mais segura: o filme ‘O Galinho’.


‘Fraidy Cat’ esboço do personagem, cortesia do Departamento de Arte (Disney) 
‘Fraidy Cat’
(2003-2004)
Como a evolução das técnicas de animação evoluíram magnificamente, temos visto os efeitos disso nos filmes dos mais variados gêneros. A própria Disney tem utilizado amplamente esses recursos, em comédias como (‘A Nova Onda do Imperador’) na versão faroeste (‘Nem Que a Vaca Tussa’) e até mesmo no filme de ação do super-herói (‘Operação Big Nero’). No começo do novo milênio, o público quase conseguiu ver um trabalho com um enfoque completamente diferente; um dos filmes da Disney que mais prometia, mas que apesar de tudo jamais chegou às telas: ‘Fraidy Cat’. Sua premissa — um thriller ao melhor estilo Hitchcock, sobre um gato mimado que se vê forçado fugir, depois de ver-se envolvido no sequestro de um animal de estimação de um vizinho — era de que os trabalhos tinham avançado até o fim da década de 90. Eles ganharam força no início de 2003, quando dois, dos maiores diretores do estúdio, Ron Clements e John Musker (‘A Pequena Sereia’ e ‘Aladim’), se uniram ao projeto, o que teria sido o seu o primeiro filme de animação gráfica computadorizada. Era uma premissa irresistível, e o conceito artístico (que incluiu uma homenagem à famosa cena do avião pulverizador de ’Intriga Internacional’) era sensacional. Mas depois de uma série de decepções (incluindo ‘O Planeta do Tesouro’ de Clements e Musker), o estúdio e seus executivos estavam nervosos em relação ao projeto. Eles não acreditavam que as crianças seriam capazes de captar a essência de Hitchcock, própria do filme. Além disso, eles duvidavam seriamente do seu potencial de merchandising. O estúdio cortou o projeto, e Clements e Musker deixaram a Disney, embora eles tenham retornado em 2009 para realizar ‘A Princesa e o Sapo’, bem como o lançamento do próximo ano, ‘Moana’.

‘O Submarino Amarelo’
(2010-2011)
A Disney fez uma jogada mestra em 2007, quando anunciou a criação de Image Movers Digital, um novo empreendimento com foco na captura da animação eperformance digital. Para isso ela contou com o know-how do diretor de ‘Forrest Gump’ — Robert Zemeckis — que desbravou essa técnica inovadora em seu hit ‘O Expresso Polar’. Outros três filmes seguiram essa linha: uma versão de ‘Os Fantasmas de Scrooge’ com Jim Carrey interpretando Scrooge e os fantasmas; a adaptação infantil do livro titulado ‘Marte Precisa de Mães’; e um remake em 3D do clássico dos Beatles ‘O Submarino Amarelo’. Depois que o trabalho de adaptação do conto de Dickens estivesse completo, Zemeckis iniciaria as tratativas para obter os direitos legais e incluir cerca de 16 canções na produção. Ele já havia até mesmo selecionado o elenco dos 4 Fabulosos: Peter Serafinowicz (‘A Espiã que Sabia de Menos’), Dean Lennox Kelly (Shameless), Cary Elwes (‘A Princesa Prometida’), e Adam Campbell (‘Deu a Louca em Hollywood’) que interpretariam Paul, John, George e Ringo, respectivamente. Mas as divergências sobre o orçamento e reservas sobre o estilo de motion capture que muitos membros da audiência acharam assustador, colocaram os diretores numa situação bastante inquietante, e ela só piorou quando o filme ‘Marte Precisa de Mães’ foi um fracasso de bilheteria, em 2011 — o filme arrecadou apenas 38 milhões de dólares em todo mundo, gerando um enorme prejuízo para a companhia, já que seu orçamento foi de 150 milhões de dólares. A Disney suspendeu o projeto do filme dos Beatles logo depois, e apesar de Zemeckis planejar levá-lo para outros estúdios, ele finalmente concluiu que não era uma boa ideia quando afirmou: ‘Talvez seja melhor não fazer o remakedo filme.’